Mais de 30% dos municípios brasileiros ainda utilizam lixões para descarte de resíduos

Mais de uma década depois da criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que previa o fim dos lixões até 2020, 31,9% dos municípios brasileiros ainda descartam seus resíduos de forma irregular.

Segundo dados do IBGE, publicados em novembro de 2024, cerca de três mil lixões a céu aberto continuam ativos no país, sem qualquer controle sanitário ou ambiental.

O problema é mais crítico nas regiões Norte e Nordeste, onde 73,8% e 51,6% dos municípios, respectivamente, ainda utilizam lixões. Em contraste, os índices são bem menores no Sudeste (12,1%) e no Sul (5,7%).

Além do impacto visual e social, os lixões provocam contaminação do solo e dos lençóis freáticos pelo chorume tóxico, liberam gases de efeito estufa e aumentam os riscos de proliferação de doenças.

Especialistas apontam que a persistência desse modelo revela falhas na implementação da legislação, falta de investimentos e ausência de estrutura técnica em muitas cidades.

Entre as soluções necessárias, estão o fortalecimento de políticas públicas, o incentivo a parcerias com cooperativas, a expansão da coleta seletiva e o estímulo a modelos de destinação sustentável e inclusiva para os resíduos.

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