O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) reuniu mais de 600 empresas e organizações em uma iniciativa voltada à reciclagem de resíduos gerados durante as eleições de 2026. A mobilização busca garantir que materiais utilizados nas campanhas políticas recebam uma destinação adequada após a votação.
Com o encerramento do período eleitoral, grandes quantidades de santinhos, panfletos, cartazes e outros materiais de propaganda deixam de ser utilizados. Quando descartados de maneira irregular, esses resíduos podem contribuir para o acúmulo de lixo nas cidades e aumentar o volume de materiais enviados aos aterros sanitários.
Para facilitar o processo de reciclagem, o TRE-SP organizou uma lista de instituições e empresas que podem receber os resíduos eleitorais. A medida permite que partidos, candidatos e demais envolvidos nas campanhas identifiquem locais apropriados para encaminhar os materiais.
A iniciativa também beneficia os trabalhadores do setor de reciclagem. O direcionamento desses resíduos para cooperativas e organizações especializadas pode ampliar a demanda pelos serviços de coleta, separação e processamento, contribuindo para a geração de trabalho e renda.
A destinação de materiais eleitorais para reciclagem já havia sido adotada em pleitos anteriores. Em 2022, aproximadamente 45 toneladas de resíduos provenientes das campanhas foram recicladas. Nas eleições municipais de 2024, o volume registrado foi de cerca de 35 toneladas.
Além de reduzir os impactos ambientais das campanhas, a mobilização reforça a importância do envolvimento de candidatos, partidos políticos e eleitores na gestão dos resíduos produzidos durante o processo eleitoral.
Como descartar corretamente os materiais de campanha?
O destino dos resíduos depende das características de cada material. Propagandas impressas em papel, como santinhos, folhetos e cartazes, geralmente podem ser encaminhadas aos serviços de coleta seletiva, desde que não apresentem sujeira ou umidade que comprometam seu reaproveitamento.
Materiais como faixas e banners, por outro lado, podem exigir procedimentos diferentes. Por serem produzidos com tecidos, plásticos ou combinações de matérias-primas, nem sempre são aceitos pelos sistemas convencionais de reciclagem.
Nesses casos, é importante verificar quais materiais são recebidos pelas cooperativas, pelos pontos de entrega voluntária e pelos serviços de coleta seletiva disponíveis em cada município.
A separação adequada desses resíduos permite recuperar matérias-primas, diminuir a quantidade de lixo encaminhada aos aterros e fortalecer a participação de catadores e empresas que atuam na cadeia da reciclagem.








