O Brasil registrou uma taxa de reciclagem de papel de 60,4% em 2025, alcançando 4,634 milhões de toneladas reaproveitadas ao longo do ano. Os dados fazem parte de um levantamento da Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel) e da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), elaborado pela consultoria MaxiQuim.
O volume representa um crescimento de 1,6% em comparação com 2024. No segmento de embalagens de papel, o avanço foi de 2%, elevando o índice de reciclagem para 66,9%. Os números mostram a evolução da recuperação do material no país e sua importância para o abastecimento da indústria com matérias-primas recicladas.
No cenário internacional, o Brasil ocupa a sexta colocação em reciclagem entre os dez maiores produtores de papel do mundo. A Itália aparece na primeira posição, com uma taxa de 93,1%, seguida pela Coreia do Sul, com 85,6%, pelo Japão, com 81,3%, e pela Alemanha, com 78,2%. Nos Estados Unidos, o percentual varia entre 60% e 64%.
Apesar do crescimento, a diferença em relação aos países que lideram o ranking indica que o Brasil ainda possui espaço para ampliar a recuperação de resíduos de papel, especialmente por meio da expansão dos serviços de coleta seletiva e do fortalecimento da cadeia de reciclagem.
Catadores e empresas de reciclagem têm papel essencial na recuperação do papel
Uma parte importante dos materiais que retornam à indústria passa pelo trabalho de catadores autônomos e empresas especializadas na coleta e comercialização de recicláveis.
Esses profissionais atuam na recuperação de papéis e papelões descartados por residências, comércios e indústrias, realizando etapas como recolhimento, separação, preparação e encaminhamento dos resíduos para reaproveitamento.
Além de reduzir a necessidade de utilização de novas matérias-primas, essa atividade movimenta a economia da reciclagem e representa uma fonte de renda para milhares de trabalhadores brasileiros.
Para que os índices continuem avançando, especialistas do setor apontam a importância de ampliar a cobertura da coleta seletiva, modernizar os equipamentos utilizados pelas empresas e melhorar as condições de trabalho e remuneração dos profissionais envolvidos.
Separação correta contribui para aumentar a reciclagem
O descarte realizado pela população influencia diretamente a quantidade de papel que pode ser recuperada. Materiais como jornais, revistas, folhas de escritório e caixas de papelão podem ser destinados à coleta seletiva, desde que estejam secos e sem resíduos que prejudiquem a reciclagem.
Por outro lado, papéis higiênicos, guardanapos utilizados e embalagens de papel contaminadas por gordura ou alimentos não devem ser misturados aos recicláveis convencionais.
Quando esses resíduos são descartados de forma inadequada, podem comprometer outros materiais durante a coleta e a separação, aumentando as perdas e dificultando o trabalho das empresas.
Com a participação da população e o investimento na estrutura de coleta e processamento, o Brasil pode ampliar a recuperação de papel, reduzir o desperdício de recursos e fortalecer a atividade econômica dos profissionais que integram a cadeia da reciclagem.







